A previsão de queda da taxa Selic, o aumento do PIB e o crescimento dos financiamentos animam o mercado imobiliário.
Após um longo período de alta, finalmente a taxa básica de juros deve começar a cair no Brasil. Segundo o boletim Focus do Banco Central, a previsão é de que a Selic deve reduzir dos atuais 13,75% para 12,25% até o final desse ano. Esta é a taxa básica de juros do Brasil e é usada como referência para outras taxas de juros, como as taxas de financiamento imobiliário. Quando a taxa Selic cai, os financiamentos imobiliários ficam mais baratos, o que estimula a demanda por imóveis.
Outra notícia positiva é com relação ao Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos em um país. Quando o PIB aumenta, significa que a economia está crescendo. Isso cria mais empregos e renda, o que também estimula a demanda por imóveis. O Ministério da Fazenda projeta para esse ano um crescimento de 1,9% para 2,5%, em boletim divulgado no último dia 19 de julho.
O cenário otimista se reflete também nos créditos imobiliários. Segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), os financiamentos com recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) somaram R$ 12,2 bilhões em maio de 2023 – crescimento de 7,3% em relação a abril. Nos primeiros cinco meses do ano, o volume financiado somou R$ 63,4 bilhões.
Os financiamentos imobiliários estão crescendo no Brasil. Isso ocorre porque os juros estão em queda, o que torna os financiamentos mais baratos. Além disso, o mercado de trabalho está aquecido, o que significa que as pessoas têm mais renda disponível para comprar imóveis.
